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Política

O efeito dominó e o xadrez das alianças

O Xadrez de 2026: Greca no PP, Curi no Republicanos e Moro como o "antissistema" no PL?

Foto Willian Sauerbier
Willian Sauerbier
Alexandre Curi, Greca e Guto Silva em peças de tabuleiro
A definição parece estar demorando mais do que o esperado

Se o PSD rachar de vez, o tabuleiro estadual vira um campo minado. Ricardo Barros já jogou a isca, Curi arruma as malas e a direita conservadora prepara o bote.

Na política, não existe vácuo. Se o PSD rachar, as peças do tabuleiro estadual vão se mover na velocidade da luz. E os caciques já estão com o bloco na rua. O ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, que também foi escanteado no plano principal do Palácio, já recebeu o convite VIP do deputado Ricardo Barros para se abrigar no PP.

Enquanto isso, Alexandre Curi não esconde de ninguém suas conversas avançadas com o Republicanos. Levar Curi significa levar junto uma tropa de prefeitos e deputados que hoje dão sustentação ao governo. É um rombo no casco do navio governista.

Mas a grande dor de cabeça do sistema tradicional atende por outro nome. Com a máquina dividida entre Guto, Greca e Curi, o cenário vira um tapete vermelho para o Senador Sergio Moro. Liderando pesquisas, Moro (hoje no nosso União Brasil) vem sendo fortemente cortejado pelo PL do clã Bolsonaro para ser o candidato "antissistema" de uma direita unificada. Se a velha política vai dividir os votos da máquina em três frentes, a terceira via da lei e da ordem pode acabar levando o Palácio Iguaçu de bandeja. O jogo virou.