O básico que virou luxo
Por que Piraquara não consegue entregar o que a vizinha Quatro Barras já faz?

Enquanto a velha política trata uniforme escolar como "mimo" ou promessa vazia, cidades vizinhas mostram que resolver o problema é apenas uma questão de gestão. O preço da falta de planejamento quem paga é a família piraquarense.
Tem coisa na política que parece detalhe, mas na verdade é o alicerce de tudo. Uniforme escolar é o maior exemplo disso. Para quem senta na cadeira estofada do poder e tem o salário garantido no fim do mês, uniforme pode parecer apenas "estética" ou "padronização". Mas desça para a realidade de quem acorda às 5h da manhã, pega ônibus lotado e faz mágica com o orçamento: uniforme é política pública na veia.
E antes que a turma das desculpas prontas venha dizer que "a prefeitura não tem dinheiro", basta olhar por cima do muro. A nossa vizinha, Quatro Barras, entrega o kit completo para as crianças. "Ah, mas a realidade de lá é diferente", dirão os defensores do atraso. Sim, é diferente porque lá existe decisão política e planejamento. O exemplo da cidade vizinha não serve para atacar ninguém, serve para esfregar na nossa cara que é perfeitamente possível. Dá para adaptar ao nosso tamanho e ao nosso orçamento, só não dá para continuar fingindo que isso não faz diferença.
Não estamos pedindo milagres, estamos exigindo gestão. Quando o básico não é feito, o recado que a máquina pública manda é claro: o bolso das famílias não é prioridade. Piraquara tem orçamento, tem capacidade técnica e tem gente trabalhadora. O que falta é parar de tratar o dinheiro público com amadorismo e começar a investir no que realmente muda a vida das pessoas. Uniforme escolar é igualdade, é segurança e é economia real para quem mais precisa. Se Quatro Barras faz, Piraquara também pode fazer. O resto é desculpa de quem não sabe gerir.
